Projeto plantando o Futuro
|
|
 |
Educadora
do Plantando o Futuro ganha primeiro
lugar em concurso
Educadora social Alexandra Santana
Silva, que faz contação
de histórias para as crianças
e jovens do Projeto Plantando
o Futuro, foi a vencedora do concurso
Uma Leitura que Mexeu com a Minha
Cabeça, promovido pelo
Instituto C&A.
O
concurso destacou as melhores
redações sobre as
experiências pessoais de
leitura entre os educadores das
instituições parceiras
do programa Prazer em Ler e entre
os 25 textos participantes o resultado
final foi:
1º
lugar - Alexandra Santana Silva
(Cooperativa de Trabalho Estruturar/Projeto
Plantando o Futuro, RJ)
2º lugar - Kátia Denise
(Associação Blumenauense
de Amparo aos Menores, SC)
3º lugar - Jucenira Monteiro
(Ideais - Instituto de Desenvolvimento,
Ações e Implementações
Sociais, RJ)
A
equipe que analisou as redações
observou critérios como
o comentário em si sobre
o livro lido, o nível de
transformação promovido
pela leitura relatada, o encantamento
e emoção passados
no texto, a criatividade do enredo
e o emprego da norma culta.
Leia,
na íntegra, o texto vencedor
do concurso:
“Nasci
em um dos estados brasileiros
“mais ou menos” desfavorecido,
onde o índice de má
condição de vida
é superabundante.
Ocupo a terceira posição
de filho da minha mãe,
sou a mais nova, desde pequena
tenho “sede” em conhecer
o que é novo.
Engraçado, adoro ler, lembro-me
que na minha casa havia um enorme
quintal, onde tínhamos
um enorme livro que continha diversas
histórias das mais diferenciadas
partes do Brasil, só não
me lembro como aquele livro foi
parar ali, somente meu pai trabalhava,
era trabalhador de salário
mínimo e não tinha
condições de comprar
um livro, porque livros geralmente
são muito caros, “ou
você come, ou você
compra livros”, como só
tínhamos dinheiro pra comer,
líamos o mesmo livro “mil”
vezes. O que sei é que
minha mãe lia para mim
e para todas as crianças
da vizinhança.
Tínhamos
um horário marcado: era
somente chegar da escola, comer
e ler esse livro grosso.
Nessa
mesma época, meu pai conseguiu
um emprego de porteiro numa escola
que ficava num bairro próximo
de minha casa, adorei a idéia,
era uma escola particular e geralmente
escolas particulares tinham bibliotecas!.
Eu nem sabia o que era uma biblioteca,
escutava as crianças que
conheciam, falar e aí minha
imaginação voava.
Por
vezes chegava a sonhar com a tal
da biblioteca.
Na
maioria dos dias meu pai trazia
um livro, eu ficava maravilhada,
e então lia tudo na maior
pressa, nem me importava de que
assunto se tratava, gostava de
brincar de ler. Mas um dia, era
um final de ano, onde todas as
crianças ganhavam muitos
presentes e incansavelmente faziam
inúmeras listas de pedidos
para seus pais, eu não,
eu só queria entrar numa
biblioteca e roubar um livro pra
mim. Meu sonho seria realizado
e acabava por ai.
Tola!
Eu pensava assim. Nem sabia que
me tornaria mais na frente “mediadora
de leitura” por causa desse
bendito livro que ganhei.
Que
livro? De que autor? De qual editora?
Com ilustrações
de quem?
Ah
tá bom, me deixa contar
como foi esse contato com o mundo
da biblioteca, ou melhor, da fantasia!
Porque biblioteca para mim é
uma fantasia.
Outro
dia no meu trabalho discutíamos
a respeito de “estórias
infantis” ou “Histórias
infantis”. Como podemos
nos referir a isso?
--
Descobriam que “Historias”
com esse “aghazão”
é acontecimento sério!
Aquilo que é de verdade
mesmo!
--
E que “estórias infantis”
é de mentirinha!. Poxa!
Mentirinha!, Fiquei meio “chateada”.Mas
deixa pra lá. Ah pensando
bem “deixa pra lá
nada!” porque esse assunto
também é comigo.
Pensem
o que quiserem a respeito de como
se escreve “historias ou
Estória” prefiro
mesmo é estar em contato
e sonhar com as “bobices”
da leitura, pois assim eu já
sou mais do que feliz. Somente
me deixem fazer isso.
No período de Dezembro
de 1997, com meus 10 anos de idade,
numa tarde chuvosa a amiga de
meu pai me convidou para fazer
uma arrumação na
biblioteca da escola que papai
trabalhava (tirar a poeira das
prateleiras) em troca ela me daria
um livro.
UAU!
Um livro só pra mim? Claro
que aceitei sem pensar na proposta.
Entrei
naquela biblioteca “ah se
eu pudesse morar aqui!”
pensei aqueles pensamentos bobinhos
de criança, acho que li
mais do que limpei e no final
ainda ganhei o meu “primeiro
bendito livro de “Histórias
infantis” com esse “aghazão”
mesmo!. Porque naquela altura,
aquela história era bem
de verdade pra mim”.
O meu primeiro bendito livro com
um “ahazão”
maiúsculo e tudo, simbolizando
que era de Historia bem de verdade!
Foi: “Chapeuzinho amarelo
de Chico Buarque e ainda com ilustrações
de Ziraldo”. Ganhei meu
dia, ganhei meu ano, ganhei minha
espera, ganhei tudo, e ai “roubei”
a “chapeuzinho amarelo”
somente pra mim, é porque
fiquei com muito medo de qualquer
um cuidar muito mal dela, na minha
concepção. “Eu
era a melhor “cuidadora”
da chapeuzinho Amarelo do Brasil,
ELA ERA MINHA! Afinal me deram-na
de presente”.
Encarreguei-me
rapidamente de decorar o livro
todo e guardá-lo dentro
de mim, pra que ninguém
e até mesmo o Chico Buarque
não me tomasse ele!
É
um livro tão gostoso, comparado
ao gosto de todas as minhas comidas
prediletas, a diferença
é que minha barriga nunca
enche quando leio “chapeuzinho
Amarelo” e nem me deixa
enjoada, sou sempre insaciável.
“Conta-nos
a história de uma menina
que sofria de medo excessivo,
e que seu maior medo era um medo
do tal de um lobo, que nem se
via, no final ela joga todos esses
medos para fora”.
Essa
coragem de “chapeuzinho
Amarelo” me impulsionou
a olhar somente para frente, a
buscar aquilo que é verdadeiro,
a encarar medos difíceis
de serem superados.
Não
gostaria de dizer que esse livro
marcou minha vida, gostaria de
afirmar que “este é
um livro que mudou minha vida”.
Fui
transformada em “mediadora
de leitura”, pois me sentava
no mesmo lugar, no mesmo quintal
que mamãe, e recitava para
minhas melhores amigas da vizinhança
Chapeuzinho Amarelo, até
elas criarem gosto por esse livro
e começarem a recitar também.
Creio que se perguntarem para
elas, firmemente recitarão,
pelo menos um trecho deste livro.
Mais
na frente no ano de 2006, já
assumindo o cargo de Educadora
(no Projeto Plantando o Futuro)
deparei-me com o meu livro, com
a minha chapeuzinho Amarelo, que
roubei de Chico Buarque e de todas
as crianças do Brasil e
ainda com os meus desenhos que
Ziraldo desenhou somente pra mim.
Agora teria que compartilhá-lo
com uma toda nova geração
de crianças.
Crianças
com os mesmos anseios que outrora
me acompanharam durante toda minha
infância.
Estava
me despedindo de “Chapeuzinho
Amarelo” chegara a hora
de desfazer-me dela, para que
outros tivessem oportunidade de
conhecê-la. Sonhar com ela,
cuidar da minha menininha, pois
a partir de agora estaria assumindo
o papel mais difícil. O
papel de adulto. Ela se foi, mas,
como em quase todas as vezes que
as pessoas especiais se vão
e acabam deixando um pouco de
si, ela se foi e deixou tudo de
si em mim.
Porém
ainda acho que sou a adulta, que
ainda sonha como uma criança.
Percebo-me criança, às
vezes me pego falando como criança,
lendo como criança, imaginando
como criança, às
vezes até acho que poderia
ser a pequena Princesinha, do
livro do Pequeno Príncipe
(acho que deveria ocupar o lugar
dele) que ousadia! Sei que nesse
livro nem tem “princesinha”,
mas se tivesse certamente seria
eu.
Por
fim, a “Chapeuzinho Amarelo”
é minha, do Vitor, do Carlos,
do Felipe, da Clarinha, da Juju,
da Faby Bahia, da Chris, do Fabrício,
do Johnny, da Luzia, do Belo,
da Luiza, da Selma, da Bia, do
João, do Zé, da
Maria, do Maninho, da Tita, de
todo o Brasil, de todo o mundo
inteiro, de todo o Globo terrestre.
Menos do Chico Buarque que escreveu
e do Ziraldo que desenhou.
Pra
mim Chico Buarque virou “Ocihc
Euqarub” e Ziraldo “Odlariz”
e o livro não é
deles. É NOSSO!”
Alexandra
Santana da Silva
Cooperativa de táxi
atende cadeirantes
|
|
 |
A
Cooperativa Especial Cooptaxi,
no Rio de Janeiro, possui veículos
equipados para atender pessoas
que usam cadeira de rodas. O serviço
tem a mesma tarifa dos táxis
convencionais e pode ser solicitado
pelo telefone 3295-9606.
Os
carros têm lugar para dois
acompanhantes.
O
táxi é equipado com um mecanismo
hidráulico, semelhante a um elevador,
que permite ao motorista levantar e
abaixar a cadeira de rodas do
passageiro apertando apenas um botão.
O fato de ser
uma Cooperativa garante ao usuário a
segurança tão necessária nos tempos
atuais.
|
Espaço
de Ensino à Distância
– Cooperativa Estruturar
|
|
|
|
Apresentação
de Proposta de capacitação
à distância
|
|
 |
Com
as devidas adaptações
locais, serão envolvidos,
num processo de Educação
à Distância, cooperados
e cooperadas da Cooperativa de
Trabalho Estruturar localizados
em todo o Brasil.
A
finalidade deste projeto capacitar
os/as cooperados/as em diversos
temas, incluindo cooperativismo
e empreendedorismo. Para isso
serão elaborados modelos
pedagógicos que sirvam
como subsídios para aplicações
das conexões e da interoperabilidade
entre redes de computadores na
Educação à
Distância.
Como
produto espera-se poder colocar
à disposição
dos/as cooperados/as e da sociedade
em geral, nos diferentes contextosbrasileiros,
diversificados cursos na forma
de novos recursos tecnológicos
e metodológicos, testados
e avaliados, para servir à
melhor qualificação
dos/as cidadãos/as e de
suas comunidades. Clique
aqui para continuar o texto.
|