|
Azulejaria
em Nova Iguaçu
|
|
 |

No dia 20 de junho foi inaugurada
a restauração
do Túnel Getúlio
de Moura, mais conhecido como
Buraco do Getúlio, em
Nova Iguaçu. É
uma passagem subterrânea
de pedestres no centro da cidade
que estava caindo aos pedaços:
sem iluminação,
com infiltrações,
bueiros entupidos e paredes
sujas.
As
artesãs da Azulejaria
tiveram papel importante nesta
obra; foram responsáveis
por ensinar duzentas crianças,
de 5 a 14 anos, da Escola Municipal
Monteiro Lobato, a técnica
de pintura em azulejo para que
elas criassem o painel de peixes
que cobre todo o interior e
parte do exterior do túnel.
A
obra foi inaugurada pelo prefeito
da cidade, Lindberg Faria, do
PT, e contou com a presença
de várias lideranças
comunitárias, vereadores
e secretários municipais.

Consulta
pública PARNASO
|
|
 |

Durante os dias 20, 21, 22,
23 de março foram realizadas
com sucesso as quatro audiências
públicas para a ampliação
do Parque Nacional da Serra
dos Órgãos. As
consultas embasaram a decisão
de ampliar a unidade de conservação
em 8 mil hectares. O Ibama,
responsável pela área,
tem pressa quer que o presidente
Lula decrete os novos limites
do parque até 5 de junho,
dia do Meio Ambiente.
Um dos pontos onde aconteceu
a consulta foi na sede do projeto
Ampla Digital, em Piabetá.
Os jovens que participam do
projeto de inclusão digital,
desenvolvido pela Cooperativa
Estruturar e patrocinado pela
Ampla, juntamente com a presença
de lideranças comunitárias,
moradores da localidade, representantes
locais, IBAMA e representantes
das APAS das localidades do
entorno do parque, assistiram
a apresentação
da equipe sobre o projeto e
debateram em grupo propostas,
vantagens e desantagens sobre
a proposta de ampliação
do PARNASO.
O projeto de ampliação
foi elaborado pelo Instituto
Terra Nova e a Cooperativa Estruturar
Meio Ambiente, com verba do
Ministério. O estudo
durou um ano e custou 70 mil
reais. "Esperamos que essa
ampliação seja
aprovada num curto espaço
de tempo. Será um grande
passo para a preservação
da biodiversidade existente
na região”, disse
o chefe do Parque, Ernesto Viveiros
de Castro. Serra dos Órgãos
foi o terceiro parque nacional
criado no Brasil (1939) e se
estende por quatro municípios,
cuja população
total é de cerca de 700
mil habitantes.
ECONOMIA
POPULAR E SOLIDÁRIA
NO FSM 2007 |
|
 |
Por
Everton Rodrigues*
Quênia – África
O
Fórum Brasileiro de Economia
Solidária esteve presente
no Fórum Social Mundial
2007, que aconteceu em Nairóbi,
com o tema Confluência
da Economia Solidária:
Levar o Debate da Construção
de Cadeias Produtivas Solidárias
as discussões visaram
às mudanças na
cultura da sociedade para fortalecer
o avanço do movimento
no desenrolar das tarefas de
aprimoramento das cadeias de
consumo, produção,
comercialização,
serviços e consumo de
produtos da Economia Solidária.
A
atividade teve representações
da América Latina e da
África. O representante
do governo federal brasileiro
foi Paul Singer, Secretário
Nacional da Economia Solidária,
órgão ligado ao
Ministério do Trabalho.
No
debate, ficou clara a necessidade
de haver maior integração
do movimento de economia solidária
com outros movimentos.
Entre
as várias formas de integração
está a organização
de feiras de economia solidária,
a articulação
regional - observando a cultura
alimentar local - e aumento
do volume de consumo solidário
através das compras públicas
governamentais.
Ter
participado dessa atividade
durante o Fórum Social
Mundial na África foi
muito importante, já
que tenho trabalhado muito com
a idéia da economia solidária,
integrando com as ações
de projetos de inclusão
digital.
Como
sócio da Cooperativa
Estruturar recebi ajuda para
viabilizar minha estadia lá.
Gostaria de agradecer a sensibilidade
da cooperativa por ter ajudado
nesse processo tão rico
para nós.
*Everton
Rodrigues é associado
à Estruturar e trabalho
no projeto Telecentros.
Renovação
do projeto Segundo Tempo |
|
 |
O
Viva Rio em parceria com a Estruturar
desenvolveu o projeto Segundo
Tempo Pan Social no primeiro
semestre de 2006, em 250 núcleos,
em 35 municípios do Rio
de Janeiro. O Projeto Segundo
Tempo Pan Social foi renovado
por mais um ano. Para esta nova
etapa, O Viva Rio fará
uma avaliação
mantendo os núcleos mais
bem-sucedidos e repensando novas
localidades para incrementar
a qualidade e resultado do projeto.
Tecnologia
para acesso de portadores
de deficiência |
|
 |
Fonte:
Info Ativo Defnet, por Paulo
Virgilio - repórter da
Agência Brasil
O
Brasil ocupa uma posição
de liderança na América
Latina no desenvolvimento de
softwares que permitem o amplo
acesso de pessoas com deficiência
à internet
O
Núcleo de Computação
Eletrônica (NCE) da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
tem um importante papel nesse
processo, iniciado em 1993 com
a criação do Dosvox,
programa para microcomputadores
da linha PC voltado para os
deficientes visuais. Recentemente,
o NCE desenvolveu o Motrix,
software que permite às
pessoas com deficiência
motora grave, como tetraplegia
e distrofia muscular, acesso
amplo à escrita, leitura
e comunicação
pela internet.
“O
Dosvox é um programa
de síntese
de voz que lê seqüencialmente
a tela, de cima para
baixo”, explica o coordenador
dos dois projetos do NCE, Antonio
Borges. “Se a informação
estiver mal organizada, o programa
de voz vai ler aquilo fora de
ordem e não vai fazer
muito sentido para o usuário”,
disse.
Segundo
ele, os webdesigners devem levar
em conta, ao criarem páginas
de internet, o fato de que o
conteúdo também
pode ser acessado por deficientes
visuais. “As imagens,
por exemplo, não podem
ser “traduzidas”
pelo Dosvox, mas os textos-legenda
sim”.
Já
o Motrix foi desenvolvido para
atender à necessidade
de uma médica tetraplégica,
que procurou o NCE em busca
de uma solução
que a permitisse usar o computador.
O acionamento do sistema é
feito através de comandos
que são ditados no microfone,
tornando viável ao portador
de deficiência motora
grave a execução
de todas as operações
normalmente realizadas num computador,
mesmo as de maior complexidade
física, como os jogos.
“É
extraordinário você
ver pessoas absolutamente debilitadas,
com uma condição
física inacreditavelmente
precária, tendo acesso
completo à informação.
Isto é uma amplificação
do ser humano”, diz Antonio
Borges.
A
partir do Motrix, ele desenvolveu
outro programa, o Microfênix,
que possibilita comandar o computador
através de um simples
murmúrio. “O programa
exibe na tela uma série
de opções e o
usuário só precisa
emitir um murmúrio para
fazer sua escolha e abrir páginas
da internet”, explicou
o coordenador do NCE da UFRJ.
Toda
essa tecnologia está
disponível gratuitamente
na internet. Os interessados
em obter os softwares Dosvox,
Motrix e Microfênix devem
acessar o site www.intervox.nce.ufrj.br
Universidade
recebe financiamento do Programa
Nacional de Incubadoras de Cooperativas
Populares
Incubadoras
de Cooperativas Populares |
|
 |
Fonte:
http://www.jcnet.com.br, por
Adriana Fricelli
Em
julho, os campus de Bauru, Ourinhos,
Assis e Presidente Prudente
da Universidade Estadual Paulista
(Unesp) foram contemplados com
R$ 150 mil do Programa Nacional
de Incubadoras de Cooperativas
Populares (Proninc), do governo
federal, para a implementação
de uma incubadora na universidade.
A quantia foi liberada no início
de outubro, sendo que o campus
de Bauru recebeu cerca de R$
50 mil para o desenvolvimento
de empreendimentos coletivos
e autogestionários.
O
resultado foi comemorado pelos
oito membros - entre universitários
e profissionais formados - que
desde 2003 lutam pela institucionalização
da incubadora junto à
Unesp. “O projeto foi
iniciado em 2003 por estudantes
de relações públicas
da Unesp. Mas por falta de apoio
e com a graduação,
eles tiveram que ir embora sem
ver a concretização.
Vamos dar continuidade ao que
eles começaram”,
diz a estudante de jornalismo
da Unesp e integrante do projeto
Kátia Pensa.
Apesar
da liberação da
verba, os membros da incubadora
acreditam que o montante não
será suficiente para
a realização de
todos os projetos. “O
dinheiro é bom para começarmos,
mas ainda é pouco. Com
ele, vamos nos estruturar, pagar
um coordenador e um bolsista.
Mas a idéia é
participar de outros editais
e fechar parcerias com entidades
públicas e privadas que
compartilhem da nossa ideologia”,
afirma Kátia.
Teoria
e prática
Uma das maiores críticas
feitas constantemente à
academia está justamente
na dificuldade em unir teoria
e prática. Nesse sentido,
o trabalho das Incubadoras Universitárias
de Cooperativas Populares tem
como objetivo cumprir a função
da universidade: ensino, pesquisa
e extensão.
Para
isso, os membros promovem semanalmente
discussões sobre economia
solidária, que fundamenta
todo o trabalho do grupo. “O
maior difusor da economia solidária
no Brasil é o economista
Paul Singer. Ele propõe
uma nova forma de trabalho que
se pauta na cooperação
ao invés da competição,
e na autogestão ao invés
da heterogestão predominantes
na sociedade capitalista”,
afirma a estudante de jornalismo
Kátia Pensa.
Para
colocar as idéias em
prática, nada melhor
do que tentar. “É
na tentativa com os grupos incubados,
errando e acertando que vamos
aprendendo”, diz a jornalista
Carolina Monteiro. No campo
de trabalho da incubadora estão
dois grupos de Bauru: os assentados
do grupo Terra Nossa e mulheres
do bairro Ferradura Mirim.
No
assentamento, o grupo desenvolve
desde o ano passado algumas
atividades, como a construção
de uma biblioteca e de uma horta
orgânica comunitária
e, no Ferradura, foi montada
uma cooperativa de panificação.
“Os dois trabalhos estão
parados. Agora, com a liberação
do recurso e com a infra-estrutura
pretendemos retomar as atividades
com o objetivo de geração
de renda de maneira emancipatória.
Mas vale lembrar que não
vamos introduzir nada, as ações
deverão partir do próprio
grupo”, reitera Kátia.
Para
o líder do assentamento,
Celso Costa, o projeto é
importante para o desenvolvimento
do grupo. “É uma
conquista não só
para gente, mas também
para a comunidade que será
beneficiada com essa parceria”,
afirma. O local abriga 140 famílias
que produzem itens de hortifruti
granjeiros e artesanatos em
bambu.
Atualmente,
existem 29 universidades espalhadas
pelo Brasil que trabalham com
incubadoras de cooperativas
populares.
Cooperativa
de jovens do Consórcio
de Florianópolis
inicia produção |
|
 |
Fonte: www.mte.gov.br
A cooperativa
de fabricação
e conserto de pranchas de surf,
criada por seis alunos da primeira
edição do Consórcio
Social da Juventude de Florianópolis
(SC), já está
em operação.
O pequeno negócio
recebeu uma encomenda para produzir
20 pranchas de surf. Esta é
a primeira encomenda do grupo,
que lançou a marca "Solto
Pranchas e Surf Wear”
para ilustrar os produtos.
O preço
da prancha varia de acordo com
o modelo e pode custar entre
R$ 450 e R$ 550. Parte das vendas
é direcionada para compra
de insumos e pagamento dos jovens,
de acordo com a produção.
A Solto Pranchas
e Surf Wear está instalada
na Incubadora Popular de Cooperativas
(IPC), um espaço incubador
de pequenos negócios
e de capacitação
profissional e de produtos.
A Incubadora
funciona em um prédio
de três andares, cedido
pelo governo do estado ao Centro
Cultural Escrava Anastácia,
entidade coordenadora do consórcio.
A incubadora foi inaugurada
em junho com o objetivo de desenvolver
atividades de formação
com jovens oriundos do consórcio.
Ela tem capacidade para atender
850 jovens por ano.
Qualificação
– A primeira edição
do programa em Florianópolis
foi encerrada em março
com a qualificação
de 1.134 adolescentes, dos quais
377 foram inseridos no mercado
de trabalho. A segunda edição
deverá capacitar mais
mil jovens.
Os Consórcios
Sociais da Juventude são
uma das ações
do Programa Nacional de Estimulo
ao Primeiro Emprego (PNPE),
do Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE), para capacitar
jovens em situação
de vulnerabilidade pessoal e
risco social, e oferecer a eles
a primeira oportunidade de emprego.
Eles são realizados sempre
em parceria com entidades não-governamentais,
com a meta de inserir pelo menos
30% no mercado de trabalho.
Eles têm
como objetivo qualificar jovens
com idade entre 16 e 24 anos,
de baixa renda, em situação
de risco e vulnerabilidade social,
com renda per capita familiar
de até meio salário
mínimo.
Catadores
ganham linha de crédito |
|
 |
Catadores
ganham linha de crédito
especial para formarem cooperativas
Fonte:
www.mte.gov.br
BNDES,
com apoio dos ministérios
do Trabalho e Emprego, Cidades
e Desenvolvimento Social, lança
fundo social com recursos não
reembolsáveis
Os
catadores de materiais recicláveis
têm, a partir de agora,
acesso a uma linha de financiamento
especial para a investimentos
em infra-estrutura e fortalecimento
de cooperativas. É que
o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES)
dispõe, para essa modalidade
de crédito, de recursos
não reembolsáveis
do Fundo Social, constituído
com parte de seus lucros anuais,
para apoio de projetos de caráter
social.
A
linha de apoio aberta pelo BNDES
resulta de discussões
e negociações
do banco com os ministérios
do Trabalho e Emprego (MTE),
Cidades e Desenvolvimento Social.
O objetivo é o de fortalecer
ao segmento dos catadores de
material reciclável e
possibilitar a elevação
da renda, a melhoria das condições
de trabalho e a ampliação
das oportunidades ocupacionais
nas cooperativas.
Essa
iniciativa, no entanto, não
é a única de apoio
aos catadores. Ela complementa
tanto as políticas de
desenvolvimento regional e social
e como as ações
federais prioritárias
destinadas à população
de baixa renda.
As
solicitações devem
ser encaminhadas ao BNDES até
o próximo dia 20 de dezembro.
De acordo com o banco, serão
passíveis de apoio os
projetos que, além de
atenderem a critérios
de elegibilidade e de enquadramento
jurídico, obtenham um
minimo de pontos em critérios
classificatórios, conforme
regulamentação
disponível no site www.bndes.gov.br.
Cooperativas
- A nova linha de apoio é
um dos instrumentos desenhados
para atender a demanda apresentada
pelo Movimento Nacional dos
Catadores de Materiais Recicláveis
(MNCR) ao Presidente Lula, em
audiência ocorrida em
março deste ano.
Nesta
audiência, o MNCR apresentou
uma demanda de investimentos
da ordem de R$ 169 milhões,
em quatro anos, para atender
a 244 cooperativas e associações
atuantes nesta área em
todo o país.
O
volume e o tipo de investimento
foram identificados no estudo
“Análise do Custo
de Geração de
Postos de Trabalho na Economia
Urbana para o Segmento dos Catadores
de Materiais Recicláveis”,
elaborado com apoio financeiro
do MDS.
Qualificação
- Além desta linha, o
governo federal irá apoiar
o MNCR com um Plano Setorial
de Qualificação
(Planseq), uma das ações
do Plano Nacional de Qualificação
(PNQ), do MTE, que terá
recursos também do Ministério
das Cidades.
O
objetivo é capacitar
trabalhadores de todas as regiões
brasileiras, informais ou que
fazem parte de associações,
em atividades que vão
desde a coleta segura dos materiais,
até a venda, a preço
justo. O processo de formação
também prevê o
treinamento em equipamentos
que possam aumentar a produção.
A estimativa é atender
a cerca de 1.500 catadores.
Realidade
– Segundo levantamento
do MNCR, grande parte dos trabalhadores
que realizam coleta de resíduos
sólidos atua de forma
desorganizada, em péssimas
condições de trabalho,
sem capital, equipamentos ou
qualquer segurança individual,
além de não possuir
capacitação.
As
estimativas sobre o contingente
de trabalhadores atuando na
coleta de resíduos sólidos
variam entre 300 mil a um milhão
de pessoas. As associações,
cooperativas e grupos associados
cadastrados pelo MNCR envolvem
cerca de 35 mil catadores em
todo o país.
Segundo
Tempo Pan Social @ VivaRio |
|
 |
No
dia 11 de agosto o projeto Segundo
Tempo, teve suas atividades
encerradas, mas há previsão
de renovação nos
próximos meses.
O
Segundo Tempo ofereceu prática
esportiva, aliada ao reforço
escolar e à alimentação,
para crianças e jovens
de comunidades populares em
todo o país. No Rio,
o projeto está incluído
entre as ações
do Governo Federal para o Legado
Social do Pan 2007, que visa
à implantação
de políticas públicas
nas comunidades do entorno dos
locais de competição
e à ampliação
das ações sociais
para municípios de todo
o estado.
Desenvolvimento
sustentável e Agricultura
Familiar |
|
 |
O
associado Leopoldo Coutinho
apresentou, no dia 25 de setembro,
durante o seminário “Uma
Visão Social”,
em Campos, as Metodologias que
visam proporcionar aos assentados
da reforma agrária na
Região Norte Fluminense
a organizarem e planejarem suas
produções, buscando
assim, um desenvolvimento sustentável.
Essa apresentação
retratou parte dos trabalhos
da Cooperativa Estruturar na
região, que conta com
a parceria do MST, AECA, PROEX
e UENF.
Clique
aqui para ver o documento.
Relato
Sobre a Inauguração
do Telecentro |
|
 |
No
dia 5 de agosto foi inaugurado
o Telecentro de Inclusão
Digital/Casa Brasil de Guarulhos-SP,
em parceria com a Casa de Cultura
Água e Vida.
Com
cerca de 100 pessoas presentes,
entre usuários e convidados,
a cerimônia começou
com ambiente descontraído,
muita música e na abertura
os participantes do projeto
“Leitura é Vida”
- atividade de incentivo à
leitura na biblioteca comunitária
– apresentaram a peça
“O Computador e o Livro”,
que apresenta de forma bem didática,
e com boa dose de humor, a importância
dos dois em nosso cotidiano.
Em
seguida, alguns usuários
e participantes dos cursos fizeram
depoimentos sobre a importância
do Telecentro e o que mudou
na vida deles a partir do momento
em que aprenderam a usar um
computador. O destaque foi um
grupo de terceira idade que
estava empolgado porque concluiu
o curso e iria receber pela
primeira vez um certificado.
Na
seqüência, o coordenador
da unidade, Sérgio Murilo,
fez uma apresentação
bem resumida do trabalho realizado
em um ano de atividades experimentais
do Telecentro e da sala de leitura.
O
ponto marcante da apresentação
foi a exposição
de receitas médicas:
os médicos de um complexo
hospitalar que fica bem próximo
ao Telecentro vêm receitando
os cursos e o acesso livre ao
computador para pacientes que
se recuperam de traumas causados
por infarto. O coordenador contou
que uma psicóloga também
levou alguns pacientes ao Telecentro
para fazer os cursos como parte
do tratamento.
Foi
também citado o trabalho
no Telecentro, feito com apoio
uma psicóloga, com adolescentes
da casa abrigo da prefeitura.
O
Conselho Gestor esteve representado
por 4 membros que falaram sobre
as expectativas e o trabalho
de apoio aos projetos. Um deles,
o Sr. Gesse, recupera computadores
usados por conta própria
e doa para jovens carentes.
O Sr. Reginaldo participou de
um concurso de redação
sobre o aniversário de
Guarulhos, desenvolvido pelo
Telecentro e Casa de Cultura
Água e Vida, e ficou
em primeiro lugar. O Eric, além
de conselheiro é um dos
voluntários mais ativos
do Telecentro.
Após os depoimentos e
apresentações,
foi formada a mesa com os representantes
dos parceiros e convidados para
uma análise do trabalho
do Telecentro e Casa Brasil
e fosse dada como inaugurado
o projeto.
Compuseram
a mesa, o Sr. Edgar Piccino,
representando o Comitê
Gestor da casa Brasil pelo ITI
-Instituto Nacional de Tecnologia
da Informação
-, o presidente da Casa de Cultura
Água e Vida, Sr. Sidnei
Martins, o implementador dos
Telecentros região S.Paulo,
Sr. Jesulino Alves, o sociólogo
e professor Sérgio Amadeu
e o professor Javier Bustamante,
do Departamento de Filosofia
do Direito, Moral Política
e Ética da Faculdade
Complutense de Madri e professor
visitante da Unicamp –
Universidade de Campinas-SP,
além do diretor da Infraero,
e o Sr. Rodolfo Levenhagem,
Gerente de Projetos da Cooperativa
de Trabalho Estruturar. A Petrobrás,
que é principal financiadora
do projeto, e a Rits –
Rede de Informações
para o Terceiro Setor, foram
convidados mas não puderam
comparecer por problemas de
agenda.
Todos
fizeram comentários sobre
o que viram e ouviram e falaram
da importância do software
livre como alternativa viável
para projetos de inclusão
digital. O implementador falou
da união, integração
e trabalho de equipe entre todos
os envolvidos para o enfrentamento
das dificuldades encontradas
e sucesso do projeto e convocou
a todos a aproveitar a oportunidade
de acesso à rede para
fazer valer os direitos individuais
e coletivos formando uma corrente
para cobrar a implantação
de uma política nacional
de inclusão digital,
para que cada vez mais pessoas
se beneficiem do acesso à
tecnologia da informação
para o desenvolvimento dos cidadãos
e das comunidades.
Por
fim, Edgar Piccino, representando
o governo federal através
do ITI, declarou inaugurada
a Casa Brasil Guarulhos-SP.
Logo
após, os participantes
da mesa entregaram os certificados
para alguns concluintes dos
cursos de informática.
No
Período da tarde, prosseguiram
as atividades com apresentação
de grupos de música e
dança da região.
O
Telecentro possui 20 computadores,
sendo 14 para cursos e oficinas,
5 para acesso livre a internet,
um para uso administrativo,
além de um servidor de
todo o sistema. Tudo em ambiente
Linux.
São
mais de 3.405 cadastrados e
1.150 já fizeram os cursos
de informática básica
e oficinas.
Além
dos cursos de informática
básica, já tivemos
duas oficinas de inserção
ao mercado de trabalho, oficina
de comunicação,
atividades de leitura, concurso
de redação, atividades
de mobilização
no dia do meio ambiente, eventos
de entrega de certificados e,
atualmente, temos em curso a
oficina de programação
web em ambiente java.
No
segundo semestre, uma dos 4
horários diários
serão disponibilizados
para oficinas especiais.
Ainda
como parte das comemorações
de um ano de atividades da Casa
Brasil, no dia 09 de agosto
recebemos a visita do prof.
Javier Bustamante, do jornalista
articulista do jornal El Pais
e do Le Mond, Francis Pisani,
e do professor da Universidade
da Califórnia para conhecer
o projeto e participar de um
bate papo descontraído
com usuários e toda equipe
do Telecentro discutindo o tema
Software Livre: Democratizando
a Informação,
a Tecnologia e o Conhecimento,
Rompendo os Monopólios
e Fazendo da Ciência e
da Tecnologia Patrimônios
da Humanidade.
Os
mestres visitantes fizeram um
breve comentário sobre
suas experiências e sobre
os paradigmas da sociedade da
informação e elogiaram
a iniciativa do projeto.
Também
foram debatidos temas atuais,
como o uso total de software
livre na administração
pública de Extremadura
– Espanha - para uma completa
liberdade e independência
em relação ao
uso de softwares por esta região
espanhola. Perguntamos sobre
discussão no congresso
americano sobre um maior controle
da internet. O Sr.Francis Pisani
vê os Telecentros e o
acesso à rede como um
novo e importante espaço
aberto de lutas, que deve ser
aproveitado e ocupado por todos
que buscam, para os interesses
estratégicos de comunidades
e países. Esta foi considerada
uma das melhores respostas para
os questionamentos sobre o uso
viciado de espaços como
o orkut.
Em
contrapartida, eles salientaram
a importância da difusão
de informações
em sites colaborativos, como
o Wikpedia, e de se aproveitar
de sites comunitários
de compra e venda online de
produtos produzidos nas comunidades
para estimular a economia solidária
como gerador de renda e oportunidades,
aquecendo a economia local.
Esperamos
continuar o debate, construindo
alternativas a partir das ferramentas
que nos colocaram nas mãos.
Que cada Telecentro seja realmente
um espaço de lutas de
uma sociedade mais justa e consciente
da força do povo.
Temos
aqui 20 armas para uma revolução
silenciosa através da
comunicação e
informação mas
precisamos das estratégias
do convencimento e da conscientização
política e cidadã
para partirmos para os campos
de batalha.
Nesta
comemoração, convidamos
a todas as 50 unidades espalhadas
por todo o Brasil com seus 100
agentes, dezenas de voluntários,
todos os técnicos e implementadores,
enfim todos os colegas para
cerrarmos fileiras para que
a inclusão digital seja
uma política pública
permanente e assim nunca nos
falte as ferramentas que precisamos
para esta luta.
Jesulino Alves
Implementador
dos Telecentros de Inclusão
Digital – São Paulo
MMA
recebe projetos de educação
ambiental até 09/09 |
|
 |
Susana
Sarmiento
02/08/2006
Líderes comunitários,
entidades, ONGs e outras instituições
sociais que trabalham com educação
ambiental podem enviar seus
projetos para o Mapeamento de
Coletivos Educadores para Territórios
Sustentáveis, promovido
pela Diretoria de Educação
Ambiental do Ministério
do Meio Ambiente (MMA). "Não
se trata de um programa de capacitação,
mas queremos articular um grupo
de instituições
que já trabalham com
mobilização social
e educação ambiental
comunitária em seu território",
explica Mariana Mascarenhas,
técnica da Diretoria
de Educação Ambiental
do MMA.
A chamada pública do
Mapeamento pretende promover
a articulação
de Coletivos Educadores de todo
país para serem inseridos
no Cadastro Nacional de Coletivos
Educadores. O Coletivo é
um grupo de instituições
que trabalham em processos de
mobilização social
e formação de
educadores ambientais populares
que atuarão no fortalecimento
de Comunidades de Aprendizagem
e Qualidade de Vida (COM-VIDAS).
Além disso, estimula
a troca de experiências
entre ONGs, sindicatos, movimentos
sociais, redes, universidades,
prefeituras, pastorais, regionais
de ensino, organizações
populares, órgãos
de assistência técnica
e extensão rural, empresas
e outras instituições.
"As COM-VIDAS já
é um estágio avançado
dos Coletivos. Elas são
divididas em duas frentes de
trabalhos: nas escolas e na
comunidade. Na escola, terão
grupos que pensam e atuam para
o desenvolvimento da educação
ambiental. Por outro lado, também
pretende atingir as bases, ou
seja, a comunidade. Por exemplo,
quando um pescador conversa
com seus colegas para pensarem
em alternativas críticas
e construtivas para seu trabalho
sem prejudicar o meio ambiente.
Isso já é uma
trabalho com a comunidade",
esclarece a técnica da
Diretoria de Educação
Ambiental do MMA.
De acordo com edital da chamada,
o programa pretende identificar
300 potenciais coletivos educadores
para serem selecionados de acordo
com sua capacidade de articulação
institucional, diálogo
com as políticas públicas
do MMA e sua atuação
permanente e continuada num
determinado território.
Podem participar desta seleção
pública de projetos:
instituições pertencentes
à administração
municipal, estadual e federal,
direta ou indireta; instituições
privadas brasileiras sem fins
lucrativos; redes, movimentos
sociais, Comissões Interinstitucionais
Estaduais de Educação
Ambiental, Consórcios
Intermunicipais Comitê
de Bacia, Fóruns Territoriais
de Desenvolvimento Rural Sustentável,
Conselhos Regionais de Segurança
Alimentar, Pólos do Proambiente,
Fóruns Regionais de Agenda
21, entre outros grupos que
não possuem Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica
(CNPJ). Mas é preciso
alguma instituição
se identificar como responsável
legal e apresentar seu CNPJ.
Quem são os Coletivos
Educadores e como participar
da seleção pública
Os integrantes dos Coletivos
são lideranças
comunitárias, professores,
agentes de saúde, técnicos
municipais, estudantes, sindicalistas,
militantes de movimentos sociais,
ONGs. Estes são responsáveis
pelas intervenções
educacionais e seu trabalho
se dá por uma metodologia
conhecida como Pesquisa Ação
Participante (PAP), que as pessoas
aprendem participando devido
a esta articulação.
Hoje em 14 estados há
65 coletivos educadores, sendo
que apenas 14 recebem financiamento
do Fundo Nacional do Meio Ambiente.
Os Coletivos possuem apoio de
assessorias periódicas
de ad hoc à distância
de um técnico do órgão
gestor da Política Nacional
de Educação Ambiental,
assessorias presenciais de um
técnico desse órgão,
assessorias à distância
de um educador ambiental sênior
para terem visibilidade institucional
e divulgação do
seu trabalho.
"O Ministério
do Meio Ambiente cria uma estrutura
para estes coletivos dialogarem
e intercede por meio de seus
técnicos da Educação
Ambiental para darem apoio e
fortalecerem o trabalho do grupo.
O governo conta com a ajuda
destes educadores populares
que conhecem melhor a realidade
de sua região. Com esta
articulação, o
trabalho se torna mais prático,
rápido e eficaz",
defende Mariana Mascarenhas.
É importante ressaltar
que o programa quer projetos
que possam ser aplicados em
qualquer parte do território
para agregar geograficamente
as bacias e sub-bacias hidrográficas,
municípios e outros espaços
sub-regionais de desenvolvimento.
Visa atender propostas que pretendem
constituir coletivos educadores
e desenvolvam um programa articulado
de formação de
educadores ambientais, educomunicação
socioambiental e educação
em fóruns e colegiados
e estruturas educadoras para
um território. Pode contemplar
ainda a constituição
de coletivos dentro de Fóruns
Regionais representativos já
estabelecidos como Comitês
de Bacia, Conselhos de Unidades
de Conservação,
Fóruns de Desenvolvimento
Territorial, Conselhos Regionais
de Segurança Alimentar,
Consórcios Intermunicipais,
coletivos de movimentos sociais,
dentre outros.
Os trabalhos inscritos precisam
estimular a participação
e inclusão social, cooperação
interinstitucional, produção
de conhecimento, sustentabilidade
(estratégias para sustentabilidade
política, institucional
e socioambiental dos projetos),
enraizamento, formação
permanente e continuada, contextualização,
constituição de
comunidades interpretativas
e de aprendizagem e práxis
pedagógica (unidade entre
teoria e prática).
De acordo com o texto da chamada
pública, os trabalhos
precisam ter título do
projeto; resumo; apresentação
do território (municípios)
e população que
deverá ser atendida pela
proposta contendo uma justificativa
do recorte definido; objetivo
geral e específico; instituição
proponente, coordenador do projeto
e representante legal; termo
de adesão assinado pelo
representante legal das instituições
parceiras; histórico
de participação
da instituição
em políticas públicas
sociais, de educação
e meio ambiente; entre outros
aspectos que podem ser verificados
no edital.
É obrigatória
a apresentação
do projeto completo em via impressa,
encadernado em espiral, além
de uma via digital (disquete
ou CD-ROM). O projeto deverá
ser enviado a diretoria de Educação
Ambiental por serviço
postal até dia nove de
setembro. Eles poderão
também ser entregues
pessoalmente no protocolo do
MMA até às 18
horas do dia nove de setembro.
Provavelmente, as instituições
aprovadas sairão no dia
21 de setembro, mas apenas no
dia 25 o resultado será
publicado no Diário Oficial
da União e divulgada
na página eletrônica
da Educação Ambiental
(www.mma.gov.br/ea).
A execução dos
projetos será dividida
em três fases. Durante
os dois primeiros meses, a primeira
será a complementação
do levantamento apresentado
para esta chamada pública
e articulação
de instituições
relacionadas à educação,
educação ambiental,
educação popular,
formação de professores,
ativismo socioambientalista,
movimentos sociais e outros
para constituição
do Coletivo Educador do território.
A outra consiste na mobilização
e planejamento do Coletivo e
tem até o quarto mês
para ser aplicada. A terceira
fase será até
o sexto mês e focará
o desenvolvimento do mapeamento
socioambiental territorial e
delineamento da arquitetura
da capilaridade, uma proposta
de estruturação
da capilarização
ou ramificação
da formação dos
educadores ambientais com objetivo
de envolver toda a população.
Finalmente, a última
etapa, será a elaboração
do projeto político pedagógico,
que irá até o
oitavo mês.
"A educação
ambiental põe as pessoas
para refletirem suas responsabilidades,
como elas devem atuar. Não
vejo como desvincular educação
ambiental de desenvolvimento
local, já que esta promove
a sustentabilidade da comunidade",
afirma Mariana Mascarenhas.
Coletivos Educadores: protagonistas
do desenvolvimento local
No Paraná, há
o Coletivo Educador da Bacia
do Paraná III, Área
|