Governança corporativa ganha espaço para reduzir riscos
Governança corporativa ganha espaço para reduzir riscos
Imobiliária de Curitiba dá exemplo que governança não é só para grandes empresas.
Crescer é o objetivo de toda empresa, mas crescer de forma sustentável exige muito mais do que conquistar novos clientes e ampliar o faturamento. À medida que uma organização ganha tamanho e complexidade, torna-se fundamental adotar processos de governança corporativa capazes de melhorar controles, dar transparência às decisões, reduzir riscos e preparar o negócio para novos ciclos de expansão.
A experiência da Estruturar Imóveis Comerciais, empresa curitibana com 18 anos de atuação no mercado, mostra como a governança pode deixar de ser um conceito restrito às grandes corporações e se transformar em uma ferramenta estratégica também para empresas de menor porte.
Eu conversei com o diretor executivo da Estruturar, o empresário Sergio Zimmermann, e ele me informou que a ampliação da operação e o crescimento da carteira de clientes, que dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, levaram a empresa a iniciar um processo coordenado de implementação de governança corporativa. A iniciativa inclui revisão de processos, mecanismos de controle e auditoria e uma cultura de desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
À frente da Estruturar desde a fundação, em 2008, Sergio Zimmermann me explicou que o crescimento trouxe um alerta sobre a necessidade de aperfeiçoar os controles e contar com uma auditoria permanente. Segundo o empresário, o ticket de locação comercial da imobiliária é dez vezes maior do que a média do mercado paranaense. Portanto, qualquer erro cometido num contrato significa uma perda dez vezes maior que a do mercado.
O processo de governança está sendo conduzido pela consultora empresarial Deise Bautzer, que também está coordenando a Academia Estruturar, criada como um dos pilares dessa transformação. A proposta é incorporar os princípios de governança à rotina dos 25 colaboradores, por meio de capacitação baseada nas necessidades reais da organização.
O processo de governança corporativa não deve ficar no discurso, mas a ser incorporado à cultura dos funcionários?
Com certeza! Aliás, Sergio Zimmermann me disse que a Academia Estruturar nasceu após um diagnóstico das lacunas internas. O conhecimento adquirido pelos funcionários será posteriormente avaliado para verificar se, de fato, foi absorvido.
A experiência da Estruturar deixa uma lição importante para os empresários paranaenses: governança não depende necessariamente de estruturas grandes e complexas. Depende de regras claras, controles eficientes, pessoas preparadas e disposição para aperfeiçoar continuamente a gestão.
Matéria: 27/08/2026 – Band News FM
Autor: Mirian Gasparin
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